Coeficiente eleitoral dá vagas a vereadores com menos de cem votos e deixa campeões de votos sem mandato
07/10/2024 às 17:05
O coeficiente eleitoral é uma conta realizada pelos partidos para definir o número de cadeiras que cada um deles terá direito na Câmara Municipal. A conta que é confusa para boa parte do eleitorado, traz ainda mais dúvidas quando vereadores são eleitos com poucos votos e campeões de votos sequer alcançam a suplência.
Na região, o vereador eleito com o menor número de eleitores foi Marcelo Weiand (PSB), com 63 votos em Linha Nova. Na mesma cidade, Vagner Bohn (MDB) foi o segundo com menor número de votos, com 72. Em terceiro está Anderson Martins (Gordo) (União), com 79 votos em São Vendelino.
Enquanto alguns não bateram os 100 votos, outros foram os mais votados de suas cidades, mas não se elegeram. É o caso de Margarida Neumann, de Nova Petrópolis, que recebeu 689 votos e foi a mais votada ficará de fora da Casa Legislativa. O partido dela, o MDB, não atingiu a quantidade mínima de votos que lhe asseguraria uma vaga.
Na cidade de Feliz, Jorge Zimmer, do PT, fez 567 votos e foi o segundo mais votado, porém também não estará na Câmara de Vereadores na gestão 2025-2028. Fernandinho (Solidariedade), que ficou em primeiro lugar em número de votos em Novo Hamburgo, com 4.084, mas não ocupará uma cadeira. O mesmo aconteceu com Lemos (PSB) em São Leopoldo, mesmo com 4.451 votos também ficará de fora da Câmara.