CFC Petry alerta motoristas sobre cuidados nas férias e reforça importância do exame toxicológico
22/07/2025 às 10:02
Na manhã desta terça-feira, 22 de julho, o programa Panorama Geral recebeu nos estúdios da Rádio Vale Feliz o diretor de ensino do CFC Petry, Felipe Resmin, para um bate-papo esclarecedor sobre os cuidados que motoristas devem adotar, especialmente neste período de férias e maior movimentação nas estradas.
Segundo Felipe, o primeiro passo para uma condução segura é o planejamento do percurso, seguido de práticas fundamentais como o uso do cinto de segurança e o transporte correto de crianças com bebê conforto, cadeirinhas ou assentos de elevação, de acordo com a faixa etária e altura. “Crianças de 4 a 7 anos e meio precisam usar o assento de elevação. Já entre 7 e 10 anos, se a criança não atingir 1,45m, também deve usar. Muitos motoristas ainda não sabem disso e estão sendo autuados. É uma infração gravíssima”, alertou.
Felipe chamou atenção para o comportamento cada vez mais perigoso e comum: o uso do telefone celular enquanto se dirige. “O celular virou vício. E desde a pandemia, esse comportamento piorou. A multa é gravíssima e pode chegar a R$ 293,47, mas já há discussões para equiparar essa infração ao nível de gravidade da embriaguez ao volante”, destacou.
Exame toxicológico: motoristas podem ser multados automaticamente
O diretor do CFC também explicou detalhes sobre a exigência do exame toxicológico periódico para motoristas com categorias C, D ou E. “Quem tem menos de 50 anos e CNH com validade de 10 anos, por exemplo, precisa realizar quatro exames toxicológicos durante esse período, ou seja, um a cada dois anos e meio”, explicou.
Motoristas entre 50 e 69 anos precisam fazer dois exames no intervalo de cinco anos. Já acima dos 70 anos, o toxicológico é feito junto com a renovação da CNH, pois a validade máxima passa a ser de três anos. “A multa é de R$ 1.467 e é automática. O motorista pode descobrir isso somente ao tentar renovar a habilitação”. Para verificar a validade e exigência do exame toxicológico, Felipe recomendou o uso do aplicativo da Carteira Digital de Trânsito.
Felipe finalizou a entrevista lembrando que o trânsito deve ser visto como um espaço de convivência cidadã, e que respeitar as regras é uma forma de preservar vidas: “O trânsito é coletividade. Precisamos desacelerar, planejar melhor o trajeto e adotar atitudes mais humanas e conscientes. Isso faz a diferença.”
A entrevista completa está disponível no canal do YouTube da Rádio Vale Feliz.