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Entrevista Deputado estadual Adão Pretto Filho

Entrevista Deputado estadual Adão Pretto Filho

17/02/2026 às 08:00

Entre 2012 e 2025, o Rio Grande do Sul registrou 1.280 feminicídios, segundo balanço da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, da Assembleia Legislativa, com base em dados do Observatório da Violência contra a Mulher da Secretaria de Segurança Pública do RS. O número equivale à média de uma mulher assassinada a cada quatro dias no estado.

 

Ele falou sobre a atuação permanente por meio da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher, voltada especialmente à conscientização dos homens sobre seu papel no enfrentamento à violência de gênero. O trabalho teve início sob a coordenação de Edegar Pretto e, atualmente, segue sob a coordenação do deputado estadual Adão Pretto Filho.

 

Ao longo desses anos, a Frente tem promovido atividades educativas, campanhas públicas e ações de sensibilização junto aos homens, dialogando em escolas, comunidades, eventos esportivos e espaços públicos, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher exige mudança cultural, responsabilidade coletiva e políticas permanentes. Para o deputado Adão Pretto Filho, os números deixam claro o tamanho do desafio. “A violência contra a mulher é uma epidemia. E epidemias só se enfrentam com investimento contínuo, especialmente na prevenção, na educação e na conscientização da sociedade”, afirma.

 

O deputado comentou sobre a sua proposta em tramitação que prevê a inclusão do conteúdo da Lei Maria da Penha nos currículos da rede pública de ensino, como forma de atuar de maneira preventiva desde a infância e a adolescência, promovendo educação para o respeito, a igualdade de gênero e o enfrentamento ao machismo estrutural. Iniciativas legislativas e de mobilização social adotadas ao longo dos últimos anos — como o uso de tornozeleira eletrônica para agressores, a Lei da Máscara Roxa, campanhas em estádios de futebol e ações de conscientização — tiveram papel relevante para ampliar a visibilidade do tema e fortalecer mecanismos de proteção.

 

Ainda assim, os dados demonstram que o enfrentamento à violência de gênero exige políticas estruturadas, permanentes e articuladas entre Estado e sociedade. Confira a entrevista:

Assista a entrevista completa aqui

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