Tarde de Campo em Montenegro debate tecnologias para a citricultura
27/04/2023 às 14:22
Na tarde de ontem, quarta-feira, dia 26 ocorreu uma atividade na propriedade da família Viegas, da localidade de Calafate, em Montenegro visando discutir alternativas que visem produzir mais e melhor, sem que isso signifique necessariamente grandes investimentos. Este foi um dos objetivos da Tarde de Campo sobre Tecnologias para a Citricultura. Organizado pela Emater/RS-Ascar e pela Câmara de Citricultura do Vale do Caí, o evento contou com quatro estações em que se debateram temas, como, irrigação, reservação da água, energia solar e manejo da pulverização.
Na ocasião cerca de 150 pessoas entre agricultores, técnicos, representantes de entidades e de empresas e lideranças prestigiaram o encontro. Esta é a segunda vez que a família Viegas é anfitriã de uma ação do tipo – no ano passado, dezenas de produtores participaram da Tarde de Campo no mês de abril. Com uma ampla tradição no cultivo de bergamotas e laranjas, o casal Fabiano e Patrícia – com o apoio da mãe de Fabiano, a dona Vera – investe permanentemente no pomar que, hoje, conta com 18 hectares das variedades Caí, Pareci, Ponkan, Morgote e Montenegrina, além de Laranja do Céu.
As entregas são feitas na Ceasa/RS durante boa parte do ano – com a safra sendo garantida também pelos açudes para captação da água, o que minimiza os efeitos da estiagem, com a oferta permanente do recurso hídrico. Nesse sentido, uma das novidades da propriedade em relação ao evento do ano passado, diz respeito à implantação de uma usina de energia solar fotovoltaica. Com 26 painéis, o sistema tem representado uma economia mensal na conta de luz.
De forma complementar, extensionistas da Emater/RS-Ascar apontaram alternativas para a armazenagem da água – por meio de cisternas, açudes e microaçudes, bem como os fluxos para a consolidação de projetos. Na estação também foi destacado o solo como o maior reservatório de água possível, o que se obtém com coberturas verdes, plantio em nível, preservação de matas ciliares e quebra-ventos, entre outros manejos. “Muitas vezes ignoramos a importância do solo nesse contexto de equilíbrio nutricional” lembrou a extensionista da Emater/RS-Ascar Luisa Leupolt Campos.
Informações e imagens: Tiago Bald | Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Lajeado
Larissa Schwade | Rádio Vale Feliz