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Bom Princípio se manifesta após operação que investiga fraudes em contratos de resíduos no RS

Bom Princípio se manifesta após operação que investiga fraudes em contratos de resíduos no RS

25/06/2026 às 11:18

A Administração Municipal de Bom Princípio se manifestou oficialmente após a deflagração da Operação Reciclagem, realizada nesta quinta-feira, 25 de junho, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A ação investiga um esquema de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à coleta e destinação de resíduos sólidos em ao menos 15 municípios gaúchos.

Conforme o MPRS, a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada em núcleo familiar e empresarial, formada por nove investigados. O grupo utilizaria empresas interligadas para simular concorrência em processos licitatórios e garantir contratações com o poder público, além de fraudar a execução dos contratos, elevando indevidamente os valores pagos. Entre os municípios com contratos sob investigação está Bom Princípio.

Em nota oficial, a Administração Municipal esclareceu que duas das empresas investigadas mantiveram vínculos com o município em gestões anteriores. Segundo o posicionamento, uma delas prestou serviços até 2019 e outra até 2023, não havendo contratos firmados pela atual gestão com essas empresas.

O Executivo também destacou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência. “O município se coloca à disposição dos órgãos competentes e reafirma seu compromisso de colaborar plenamente com as investigações, contribuindo para o completo esclarecimento dos fatos”, diz a nota.

Ainda conforme a Administração, em razão da falência de uma das empresas contratadas em gestão passada, o município vem sendo condenado em ações trabalhistas ao pagamento de valores decorrentes de responsabilidade subsidiária, assumindo obrigações relativas a vínculos empregatícios mantidos pela terceirizada.

 

Operação
A Operação Reciclagem foi coordenada pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre e teve como objetivo desarticular o esquema investigado. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cidades como Porto Alegre, Torres, Santo Antônio da Patrulha e Vacaria, com apoio de diferentes órgãos, incluindo a Brigada Militar.

As apurações indicam a prática de crimes como organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre os métodos identificados estão a simulação de situações emergenciais para dispensa de licitação, manipulação de medições de serviços e uso de empresas de fachada para ocultar os responsáveis.

O MPRS informou que não houve cumprimento de mandados nas sedes das prefeituras e que a investigação ainda apura valores relacionados aos contratos.

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