Chile tenta retomar normalidade dez dias depois do terremoto
09/03/2010
Dez dias depois do maior terremoto ocorrido no Chile nos
últimos 50 anos, o país tenta retomar a normalidade. Mas os sinais de
destruição estão em toda parte – da capital, Santiago, ao Sul. No aeroporto
internacional, os principais serviços, como segurança e aduana, foram
transferidos para tendas de emergência.
Os prédios do aeroporto foram fechados, porque os tetos despencaram e o sistema
de controle dos elevadores parou de funcionar. A previsão é que somente em um
mês seja normalizado o funcionamento.
O terremoto do último dia 27, que atingiu 8,8 graus na escala Richter, e os
demais tremores de terra e tsunamis deixaram rastros por toda parte. Na chegada
ao Aeroporto de Santiago, os passageiros identificam as bagagens e entram nas
tendas para apresentar documentos. Os cães farejadores revistam as bagagens,
enquanto os funcionários da segurança e aduana analisam a documentação.
A apreensão dos chilenos que estavam fora do país no momento dos abalos é
visível. Eles perguntam para os comissários de bordo detalhes sobre os efeitos
dos tremores e tsunamis e se calam a cada resposta. Há poucas conversas e os
telefonemas são feitos assim que autorizados.
No aeroporto, o sistema de informática foi momentaneamente substituído pelo uso
de notebooks. Apenas 60% do aeroporto estão em operação. Mas os principais voos
oriundos de outros países foram mantidos, embora com atrasos e lotação máxima. “A
vida aqui não está fácil. Mas está bem pior no Sul e na região costeira.
Seguimos lutando e nos ajudando”, afirmou o motorista de táxi Roberto Carlos
Cacella. “Estão [os funcionários do governo] tentando facilitar nossa vida para
o pagamento de taxas e impostos. Mas é muito doloroso ver tanta destruição”,
declarou.
Em Santiago, nas pistas que ligam o aeroporto ao centro da cidade foram abertas
fendas profundas e extensas, que estão sendo consertadas. Segundo o taxista,
caíram pontes e passarelas. Os carros que passavam pelos locais despencaram,
mas não houve mortos nem feridos nesses acidentes. (ZH/Agência Brasil)